Fernando Pessoa Orfeu

Fernando Pessoa

Vítima da incompreensão do Pais e seus pares, como é natural em todas as almas muito adiantadas para o seu tempo, Fernando Pessoa quis um Portugal divinamente grande perpassando as mínguas fronteiras geográficas adentrando plenamente o domínio do Espírito cujo Império sonhou.

“O português é capaz de tudo, logo que não lhe exijam que o seja.

Somos um grande povo de heróis adiados. Partimos a cara a todos os ausentes, conquistamos de graça todas as mulheres sonhadas, e acordamos alegres, de manhã tarde, com a recordação colorida dos grandes feitos por cumprir. Cada um de nós tem um Quinto Império no bairro, e um auto-D. Sebastião em série fotográfica do Grandella. No meio disto (tudo), a República não acaba. Somos hoje um pingo de tinta seca da mão que escreveu Império da esquerda à direita da geografia. É difícil distinguir se o nosso passado é que é o nosso futuro, ou se o nosso futuro é que é o nosso passado. Cantamos o fado a sério no intervalo indefinido. O lirismo, diz-se, é a qualidade máxima da raça. Cada vez cantamos mais um fado.

O Atlântico continua no seu lugar, até simbolicamente. E há sempre Império desde que haja Imperador.” F.P.

Papel Canson 300gr, com moldura
0.65×0.50m
acrílico e pastel de óleo
Valor: €200.00